J. S. de Moraes & N. M. Brudeki

Autores da obra "As Últimas Lembranças".

     Ao invés de falarmos sobre nós, preferimos dividir com os amigos leitores os caminhos que nos levaram a publicar este sonho. É estranho como se abrem as possibilidades em nossas vidas, não acham? A Jéssica jogava Assassin's Creed enquanto eu apenas a observava, quando percebi que os autores do jogo usavam elementos antigos para criar outros enredos. Eram variações da história conhecida. Momentos depois, a Jéssica foi para uma região no jogo parecida com a Jerusalém tão mostrada nos filmes. Eram impressionantes os gráficos que nos conduziam a um realismo alternativo.

     Comentei com a minha filha que seria interessante fazer o mesmo para um livro. Meio sem entender e concentrada no jogo, apenas procurou mostrar a riqueza daqueles detalhes. Sempre soube que era, também, o sonho dela escrever um livro, mas naquele momento o jogo chamava mais a sua atenção do que os meus devaneios. Tive que aguardar o momento oportuno para comentar sobre o evento que culminou no suicídio de Judas, em especial sobre certa lógica que envolve o comportamento humano que não coincide com os relatos históricos relacionados com este apóstolo. A história foi escrita por aqueles que sobreviveram, sem dar a oportunidade de defesa para quem partira de forma tão trágica quanto incoerente. Bem, eu a estimulei a imaginar uma alternativa de enredo dentro do cenário do jogo. Mostrei a ela que as pedras cravadas pelos eventos na história não revelavam um indivíduo sem escrúpulo que pudesse ser rotulado como traidor. Então, perguntei a ela: “e se?”.

     Neste momento nasceu o primeiro raio de sol do nosso sonho. A idéia do enredo alternativo tinha como centro Judas e seu sofrimento, o que não esperávamos era que, no decorrer da construção do enredo, dois acontecimentos marcassem a construção do livro. O primeiro foi uma surpresa muito agradável, pois surgiu inesperadamente um personagem muito carismático. Carismático, mas solitário. E segundo que, no decorrer dos nossos trabalhos, infelizmente ocorreu a passagem do nosso velho amigo. Nosso velho amigo que em tantos momentos foi o nosso único amigo. E, de repente, a oportunidade se mostrava única, pois poderíamos prestar uma homenagem a esse amigo ao torná-lo um personagem tão companheiro para o Mensageiro quanto foi para com a nossa família. Foi inevitável a guinada no enredo: “o carismático Ângelo com seu fiel escudeiro. Quem diria que ambos seriam Mensageiros? De coração, desejamos que a leitura de nossa primeira obra “As Últimas Lembranças” seja muito prazerosa. Um forte abraço a todos.